quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A Beleza da Vida


Chovia de mansinho
Vi tudo pela janela
As gotas caíam nela
E ficava embaciada!
Eu limpava e limpava,
Queria ver a beleza
Do campo que me enlevava!
E espreitar a natureza

O verde e as flores
Cada vez mais molhadas!
Riam-se de contentamento
Balançando as suas pétalas!
Levando-me ao pensamento
Os meus tempos de criança!

Sem mácula, inocente,
Cheia de imaginação,
Andava sempre contente,
E corria para me molhar,
Num gosto de admiração,
E de grande felicidade!

Chamando-me à razão
Como tudo é divino
Como há quem queira mudar
Para se encher de tristeza
Fica enredando o destino
E não olhando a beleza!
Maria Antonieta Matos

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